Carlos Eduardo Moreno

Maestro

Carlos Moreno, vencedor do 5º Concurso Latino-Americano para Regentes promovido pela OSUSP – 1998, é um dos mais requisitados maestros de sua geração, atuando no Brasil, Europa, Estados Unidos e Ásia. Regente titular das Orquestra Sinfônicas:  OSUSP –de 2002 à 2008, Orquestra Sinfônica de Santo André- de 2009 à 2013, e desde 2014 é maestro titular da Orquestra Experimental de Repertório, a OER, que nos seus 26 anos de existência é uma das mais importantes orquestras de formação da América Latina, pertencente à Fundação do Theatro Municipal de São Paulo.

Em 1999, recebeu a Bolsa de estudos Virtuose do MinC para aperfeiçoamento em regência, tendo concluído o Aufbaustudium na Musikhochschule de Zurique , Suíça, em 2000, sob a orientação do Maestro Johannes Schlaefli. Em sua tese, apresentou a composição “Divertimento para Madeiras e Percussão”, tendo regido diversas orquestras deste país durante sua formação.

Regeu e dirigiu musicalmente em 2008 a importante gravação junto ao selo ALGOL da obra – Das Lied von der Erde, Mahler/Schöenberg-Riehn. Está entre as melhores gravações existentes, sendo a primeira realizada no país com os renomados cantores da cena lírica internacional,  Rodrigo Esteves – Barítono e Fernando Portari – Tenor.

Foi laureado no VIII Prêmio Carlos Gomes-Prêmio Revelação em 2003. E no ano de 2006, a OSUSP, que esteve sob sua direção de 2002 a 2008, venceu o XI Prêmio Carlos Gomes, na categoria Melhor Orquestra Sinfônica.

Dono de sólida formação de base européia, iniciou seus estudos musicais ao piano aos seis anos de idade, passando posteriormente ao violino. Em 1978, ingressou na Escola Cantorum do Brasil para crianças, o Instituto dos Meninos Cantores de Petrópolis, de tradição alemã. Teve como mestres os padres franciscanos Frei Leto Bienias – Alemanha, e Frei José Luiz Prim. Obteve a rara oportunidade de conhecer profundamente a grande obra polifônica de Palestrina, Hassler, Bruckner  e Bach, além do Canto Gregoriano. Atuou como solista, menino cantor soprano, em importantes obras como Laudate Dominum de Mozart, Missa em sol maior de Schubert, interpretando um diversificado repertório.

Anterior a este período, estudou violino com Ermano Trucci e posteriormente violino e música de câmara com o Prof. Nayran Pessanha. Desde muito cedo seu espírito nato de liderança e talento o levaram a atuar como spalla da orquestra jovem Camerata Abrarte, dirigida pelo maestro Gilberto Bittencourt.

Sua carreira posteriormente ao violino foi promissora, atuando na OSN-UFF por dez anos. Neste período recebeu da Maestrina Lígia Amadio a oportunidade de reger obras do repertório internacional bem como estréias de obras de sua autoria.

Sua primeira atuação frente a uma orquestra foi aos 15 anos dirigindo uma composição própria para cordas. Estudou contraponto com o compositor David Korenchendler e num primeiro momento regência, orquestração e análise com o Maestro Roberto Duarte. Como jovem compositor, escreveu obras para instrumentos de metais e percussão, piano e canto, cordas, obras corais e uma abertura sinfônica bastante popular, a Abertura Vittòria gravada junto a OSSA.

Em 1997, participou do International Workshop for Conductors – Ukraine tendo aulas com o Maestro Gustav Mayer. Entre 1998 e 2002, foi aluno do renomado professor e maestro Kirk Trevor em Zlin e Kromeriz na República Tcheca. Foram também mestres em sua formação na Suíça: os renomados maestros David Zinman, seu motivador na execução de ciclos sinfônicos completos e o maior especialista nas sinfonias de Anton Bruckner, o maestro Bernard Haitink.

Carlos Moreno é um raro maestro desta geração por ter regido os mais importantes ciclos sinfônicos, dos 32 aos 36 anos de idade, na magnífica Sala São Paulo junto a OSUSP: os seis Choros de Camargo Guarnieri, as nove Sinfonias de Beethoven, as seis Sinfonias de Tchaikovsky, além das Sinfonias e Concertos de Brahms, as 4 Sinfonias de Schumann, os Poemas Sinfônicos de Rimsky Korsakov, e Villa-Lobos; este último apresentado em 4 horas, em uma única e histórica manhã no Auditório Ibirapuera-SP, com a integral de suas 9 Bachianas Brasileiras. E recentemente, as 9 Sinfonias de Anton Bruckner com a OSSA. Em 2012 gravou a sinfonia número 8 do compositor Anton Bruckner  em primeiro registro desta obra na América do Sul com a Orquestra Sinfônica de Santo André (OSSA) em parceria com a OSESP.

Em 2006, foi o primeiro brasileiro a atuar como professor de regência no International Workshop for Conductors na República Tcheca, participando também em 2007 e 2008 como professor convidado. Em julho deste mesmo ano esteve no Japão  representando o Brasil junto ao aclamado Roppongi Choir, em Comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa.

Em sua juventude, exercendo precocemente a missão de professor de violino e regente, participou da criação de um forte movimento de orquestras infanto-juvenis em sua cidade, Rio de Janeiro, Volta Redonda e Juiz de Fora.  Em 1991, recebeu uma bolsa do Instituto dos Meninos Cantores de Petrópolis para realizar um estágio junto aos mais renomados MusikInternat da Áustria e da Alemanha: Sant Florian SängerKnaben, Meninos Cantores dos Bosques de Viena, Regensburgn DomSpatzen, Köln DomSpatzen. Concluiu o Bacharelado em violino com o professor Paulo Bosísio na Uni-Rio onde atuou como spalla da orquestra universitária dirigida pelo compositor Ernani Aguiar.

A ópera tem se apresentado como um caminho natural em sua vida. Sua mãe, Therezinha Moreno, pianista e cantora lírica foi a responsável pelo seu fascínio pela Arte Total. Como regente assistente do maestro Sílvio Barbato, atuou na preparação das óperas: Barbeiro de Sevilla, Um Ballo in maschera e Rigoletto. Com a OSUSP e a Orquestra do Festival Missouri USA, realizou Madama Butterfly. Com a Sinfônica do Teatro da Paz, realizou Tosca de G. Puccini e A ceia dos Cardeais, de Iberê de Lemos. Com a Sinfônica do Theatro Municipal de SP, Pedro Malazarte de Camargo Guarnieri. Com a OSSA, realizou o Rigolleto de Verdi, e Tosca. A apresentação da Ópera A Ceia dos Cardeais de Arthur Iberê de Lemos, libreto de Julio Dantas, no importante Festival de Ópera de Belém do Pará, em 2015, constituiu um importante trabalho de pesquisa e resgate de uma rara ópera brasileira.

Suas atuações conduzindo o Balé da Cidade de São Paulo, a convite de sua diretora Iracity Cardoso,  foram de extremo sucesso em todas as temporadas desde 2014 junto a OER, no Theatro Municipal de São Paulo e no Teatro Alpha Real.

Participou em 2015 e novamente em 2016 junto à OER, do FESTIVAL MÚSICA EM TRANCOSO – Bahia,  a convite do Mozarteum Brasileiro dirigido por Carlo e Sabine Lovatelli. Nas duas oportunidadesregeu concertos memoráveis no belíssimo Teatro L`Occitane com a participação de solistas internacionais, dentre eles a cantora Fabiana Cozza, o clarinetista Walter Seyfarth, a violinista Elena Graf, o pianista Maciej Pikulsk,o barítono Rafael fingerlos e a renomada mezzo-soprano Angelika Kirchschlager.

Carlos Moreno tem a compreensão clara e responsável sobre sua missão como maestro pertencente à sociedade brasileira. Ou seja, sua missão deve estar e manter-se conectada à figura do educador de jovens num sentido holístico. Em janeiro de 2016, na Livraria Cultura SP, lançou seu primeiro livro cujas abordagens são justamente voltadas a um método educacional transformador já aplicado em diversas escolas públicas na cidade de Santo André. O livro intitulado Do Arteiro ao Artista, caminhos cognitivos para aprendizagem escolar – já se encontra em sua segunda edição. Lançado também na Livraria Cultura da cidade do Rio de Janeiro. Síntese de suas experiências vivenciadas nos projetos educacionais “Música nas Escolas” nas cidades de Volta Redonda-RJ, Santo André-SP e Trancoso-BA.

Maestro frente às principais orquestras Brasileiras como, Orquestra Sinfônica Municipal de SP- OSM, Orquestra Sinfônica do Estado de SP- OSESP, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre- OSPA, Orquestra Sinfônica da Bahia- OSBA, Orquestra Sinfônica Brasileira- OSB, Orquestra Filarmônica de Goiás, entre outras, com a importante missão de ser um maestro formador de jovens, faz desta ampla atuação, a sua síntese profissional no cenário atual da música, cada vez mais global e necessária.

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