Era pouco mais de 12h30 quando o naipe de cordas da Orquestra Experimental de Repertório de São Paulo começou a tocar um repertório de músicas clássicas e populares, em meio à Praça do Bosque de Trancoso.

Entre as quase 200 pessoas que se concentraram entre as árvores para apreciar o concerto, havia moradores da cidade e também gente que veio de mais longe especialmente para assistir à apresentação.

“Achei maravilhoso. Sou de Cabrália, cidade próxima, e vim para cá só para ver o concerto”, disse Andra Isabel Peixoto, 16 anos, que estuda violoncelo no município de Porto Seguro.

Andra não foi sozinha para Trancoso, com o objetivo único de assistir ao Concerto Educativo promovido pelo festival. Ela fazia parte de um grupo de dez estudantes, que alugou uma van para chegar à cidade e poder apreciar a apresentação musical.

O grupo era coordenado pelo professor Mariston Alves, 25 anos. Ele explicou que seus alunos fazem parte de um projeto chamado Arte e Ação, o qual promove o ensino de música.

“O festival Música em Trancoso traz muitos benefícios para a região”, afirmou Mariston, que também é flautista. “É um evento formador de plateias. É importante que as pessoas ganhem familiaridade com a música orquestral e um concerto ao ar livre proporciona este contato. Ao mesmo tempo, representa um estímulo para os estudantes de música, que podem se espelhar no que estão vendo e ouvindo durante um concerto”, ressaltou o professor.

Mariston ainda acrescentou que não há condições favoráveis para o fomento à música erudita no Sul da Bahia, onde ele e seus alunos moram. “Por isso, o festival Música em Trancoso ajuda bastante”.

Para Mariston e seu grupo de alunos e também para todo o público que compareceu ao Concerto Educativo promovido pelo festival, a oferta musical foi generosa.

Durante mais de uma hora de concerto, os músicos da Orquestra Experimental de Repertório interpretaram composições de Bach, Vivaldi, Mozart, Gluck, Beatles, Vinícius de Moraes. Ao final, atenderam pedidos de bis.

O padeiro Jades Santos, 43 anos, não economizava elogios no encerramento da apresentação e disse que procura acompanhar o festival Música em Trancoso porque o filho Mateus, de nove anos, que o acompanhava, gosta muito de música. “Se eu pudesse tocaria em uma orquestra”, dizia o menino.

Já Jeane Mary de Noronha, massagista e florista que mora há 32 anos em Trancoso, resumiu o que o concerto na Praça do Bosque havia lhe proporcionado: “Ouvir esta música é como ressuscitar!”.

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