Svetlana Shilova

Mezzosoprano

Svetlana Shilova graduou-se no Conservatório Estatal de São Petersburgo, onde estudou com o professor Konstantin Pluzhnikov. Deu os primeiros passos como solista no Teatro Musical da Ópera de São Petersburgo, interpretando Paulina em A Rainha de Espadas e Olga em Eugene Onegin.

Ao longo de quatro temporadas foi solista da Ópera e do Balé do Conservatório Rimsky-Korsakov, lá encenando Olga em Eugene Onegin, Paulina em A Rainha de Espadas, Marfa em Khovanshchina, Lyubasha em A Noiva do Czar, Jocasta em Édipo Rei e Dido em Os Troianos.

Svetlana Shilova estreou no Teatro Bolshoi de Moscou em 2002 no papel de Marfa em Khovanshchina e, em seguida, foi convidada a integrar a companhia.

Nesse meio tempo passaram a integrar o seu repertório operístico:

Primavera em A Donzela da Neve, Alkonost e também a Donzela Fevronia em A Lenda da Cidade Invisível de Kitezh, Lyubasha em A Noiva do Czar (Rimsky-Korsakov);

Marta e Laura em Iolanta, Olga em Eugene Onegin, Paulina em A Rainha de Espadas (Tchaikovsky);

o enfermeiro de Xenia e também Marina Mnischek, em Boris Godunov (Mussorgsky);

a vidente em O Anjo de Fogo de Prokofiev, Princesa Linetta em O Amor das Três Laranjas, Matriosha e Mavra Kuzminichna em Guerra e Paz (Prokofiev);

Sonyetka em Lady Macbeth de Mtsensk (Shostakovitch);

o Príncipe Orlofsky em O Morcego (Johann Strauss);

a babá e a vendedora de rua em As Crianças de Rosenthal de Desyatnikov; o papel principal em Carmen (Bizet).

Em apresentações de concerto ela cantou o Réquiem de Mozart, o Réquiem de Verdi, o Messias de Händel e a Cantata Alexander Nevsky de Prokofiev.

Além dos compromissos com o Teatro Bolshoi de Moscou, Svetlana Shilova se apresentou em diversos palcos e festivais europeus. Cantou Khivrya na Feira Sorochinsky de Mussorgsky (Roman Kofman / Tony Palmer); Gertrude em João e Maria (Bonn); no Réquiem de Mozart (Festival Territorial de Arte Moderna, sob regência de Teodor Currentzis); Amneris em Aída (Festival de Ópera Irina Arkhipova, sob regência de Diego Crovetti); Primavera em A Donzela da Neve de Rimsky-Korsakov (Teatro Mariinski de São Petersburgo); Marina Mnishek e a estalajadeira em Godunov (Festival de Ópera Chaliapin, Kazan), além de participar de apresentações da Nona Sinfonia de Beethoven em Istambul (regência de Alexander Rahbari).

Mais recentemente Svetlana cantou Marta em Iolanta (Varsóvia e Dresden), Olga em Eugene Onegin (Madri), a Morte em O Rouxinol de Stravinsky, Canções de Ninar para um Gato e Pribaoutki (Festival de Aix-en-Provence, Lyon e Québec).

Seus próximos compromissos incluem Marta em Iolanta (em Viena), o papel principal em Carmen e o Príncipe Orlofsky em O Morcego (ambos no Teatro Bolshoi em Moscou) e a Morte em O Rouxinol de Stravinsky (Lyon e Atenas).

Svetlana foi uma das solistas convidadas para se apresentar na cerimônia de reabertura do histórico palco principal do Teatro Bolshoi em outubro de 2012.

Em março de 2013, viveu o papel de Teresa em A Sonâmbula, de Vincenzo Bellini (sob regência de Enrike Mazzola e direção de Luigi Pizzi).

Em junho do mesmo ano, interpretou o papel de Konchakovna na primeira produção de Príncipe Igor de Alexander Borodin, sob direção de Yuri Lyubimov, no Teatro Bolshoi, tendo participado também da transmissão ao vivo da ópera pelo canal Mezzo.

No mesmo mês, Svetlana partiu em turnê com o Bolshoi para Tel Aviv, onde representou Olga em Eugene Onegin, sob direção de Dmitry Tcherniakov e regência de V. Sinaysky.

Em setembro de 2013, a cantora interpretou a Princesa Dargomyzhsky na ópera Rusalka, com a Orquestra Sinfônica Bolshoi, sob regência de Vladimir Fedoseyev, na Sala Tchaikovsky de Moscou.

Em outubro de 2013 ela cantou a Sinfonia nº 2 de Mahler com a Orquestra Sinfônica da Academia Estatal da Federação Russa “Evgeny Svetlanov”, sob regência de Gilbert Kaplan, no salão principal do Conservatório de Moscou.

Em seguida participou da ópera A Rainha de Espadas no Teatro Bolshoi, onde interpretou o papel de Paulina.

Em novembro de 2013 ela participou do ciclo das nove sinfonias de Beethoven na Sala Tchaikovsky, com a Filarmônica de Viena, sob a batuta de Christian Thielemann.

Em janeiro de 2014, Svetlana participou da turnê do balé do compositor Leonid Desyatnikov, Ilusões Perdidas, em apresentações na Ópera da Bastilha, em Paris.

Em seguida, na ópera Boris Godunov de Modest Mussorgsky, encenada no Teatro Bolshoi de Moscou, ela cantou o papel de Marina Mnishek.

Depois desta, também no Teatro Bolshoi, participou da opereta O Morcego de Johann Strauss, no papel de Príncipe Orlovsky.

Em fevereiro de 2014 a cantora interpretou Liubasha na première da ópera A Noiva do Czar, de Nikolai Rimsky-Korsakov, no histórico palco do Teatro Bolshoi, sob regência de Gennady Rozhdestvensky.

Em março de 2014 Svetlana participou da performance Misa Tango, de Luis Bacalov, no cassino de Basileia, Suíça, sob regência de Bohdan Shved.

Em abril de 2014 foi Konchakovna em Príncipe Igor de Alexander Borodin, sob direção de Yuri Lyubimov, e Marina Mnishek na ópera Boris Godunov de Mussorgsky, ambas no Teatro Bolshoi.

Em maio do mesmo ano, também no Teatro Bolshoi, participou de montagens de Eugene Onegin de Pyotr Tchaikovsky (direção de Dmitry Tcherniakov) e de A Noiva do Czar de Nikolai Rimsky-Korsakov (regência de Gennady Rozhdestvensky).

Em junho do ano passado, na Sala Tchaikovsky de Moscou, participou da ópera Prometeu de Carl Orff com a Orquestra Sinfônica da Academia Estatal da Federação Russa “Evgeny Svetlanov”, sob a batuta de Vladimir Jurowski.

Em seguida, Svetlana interpretou o papel-título na ópera Carmen de Bizet, no Teatro Bolshoi, sob regência de Laurent Campellone e direção de David Pauntny.

Em julho de 2014 fez sua estreia nos Estados Unidos, no Avery Fisher Hall de Nova York, com a ópera A Noiva do Czar, de Rimsky-Korsakov, vivendo o papel de Liubasha e tendo como regente Gennady Rozhdestvensky.

Em novembro, Svetlana participou da gravação da série Canções Judaicas de Dmitry Shostakovich, sob regência de Vladimir Spivakov, na Casa Internacional de Música de Moscou.

Em fevereiro de 2015 ela participou da apresentação do Réquiem de Saint-Saëns, também na Casa Internacional de Música de Moscou, sob regência de Vladimir Spivakov.

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