As apresentações de Cesar Camargo Mariano sempre são cercadas de expectativas no Música em Trancoso. Presença que marca a programação do festival desde sua primeira edição, o multidisciplinar Cesar – que é pianista, compositor e arranjador – não só apresenta sua música magistral, junto com os excelentes músicos que o acompanham, como também traz convidados especiais a cada ano.

Na terceira noite do Música em Trancoso 2015, Cesar Camargo Mariano veio acompanhado de uma banda maior do que a dos anos anteriores, desta vez com nove músicos, e ainda trouxe duas personalidades bem distintas para o público do festival: o vibrafonista norte-americano Joe Locke (que Cesar apresentou como “new friend”) e um artista que é patrimônio da música brasileira, o cantor e compositor Paulinho da Viola (este um amigo de longa data de Cesar).

cesar-joe-locke1Joe Locke entrou em cena após a abertura proporcionada por Cesar e seu noneto, que tocaram brilhantemente músicas como Samambaia, Jasmineiro e Guaecá (do próprio Cesar) e Me deixa em paz (de Monsueto). O momento seguinte ficou por conta do eletrizante solo de Locke.

Aos 56 anos (que ele completa no próximo dia 18 de março), Locke é considerado um expoente do vibrafone. Respeitadíssimo nos meios do jazz, já tocou com personalidades musicais como Dizzie Gillespie, Grover Washington, Rod Stewart, Ron Carter e Dianne Reeves.

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Para a plateia do Música em Trancoso que o viu pela primeira vez, Locke exibiu sua impressionante agilidade percussiva. Por vezes as baquetas pareciam sumir de suas mãos tal a velocidade com que ele as usa para tocar as teclas de metal do vibrafone.

Também é notável a performance física de Locke, cuja movimentação corporal é totalmente afinada com as exigências e complexidades do vibrafone e das músicas que interpreta.

Depois do solo inicial, Locke ganhou a companhia de Cesar Camargo Mariano e sua banda para tocar Night in Tunisia (de Dizzie  Gillespie), Wave (Tom Jobim) e Bananeira (João Donato).

Na última parte do espetáculo, foi a vez de Paulinho da Viola empolgar a plateia com seu carisma e a poética musical que já faz parte do imaginário brasileiro. Dando um show à parte, ele interpretou um pout-pourri de suas composições e deleitou admiradores fieis com clássicos de seu repertório, como Retiro e Foi um rio que passou em minha vida.

 

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